A PREFERÊNCIA PELA LIQUIDEZ E A DINÂMICA DOS BANCOS: Em uma perspectiva pós-keynesiana

Cláudia Silva, Douglas Alencar e Andressa Lima.

Este trabalho tem como objetivo analisar o arcabouço teórico da preferência pela liquidez e a dinâmica da firma bancária sob a perspectiva pós-keynesiana. Para isto, se analisa o comportamento do balanço patrimonial do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) entre 2012 e 2021. A pesquisa examina a alocação de ativos e passivos. Além disso, utiliza-se da hipótese de fragilidade financeira de Hyman Minsky para compreender a dinâmica de atuação do BNDES ao longo dos ciclos econômicos. A metodologia empregada combina uma abordagem qualitativa, com base na análise teórica da literatura keynesiana e pós-keynesiana, e quantitativa, através da análise dos dados financeiros extraídos dos balanços patrimoniais do banco. Os resultados demonstram que o BNDES adota uma postura mais conservadora e de preferência pela liquidez. Isso confirma a importância da liquidez na gestão bancária e na preservação da estabilidade financeira. Conclui-se que o BNDES atua como hedge e não se difere quanto a preferência pela liquidez por ser um banco focado em empréstimos a longo prazo.

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