Por Yandra França (CFC-GS/UFPA)
O Banco Europeu de Investimento (BEI) é um dos maiores provedores multilaterais de financiamento climático do mundo. Nesse projeto, em parceria com o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) mais de 100 milhões de euros foram disponibilizados ao banco mineiro, voltado para o setor de energia renovável.
Por meio do empréstimo parcial, que nasce em 2019 o BDMG CLIMATE ACTION FL II, com o objetivo central Co financiar iniciativas de ações de mitigação climáticas, no âmbito energético, apoiando o desenvolvimento sustentável na região. O projeto deveria atuar tanto no apoio a energias renováveis (como pequenas centrais fotovoltaicas e centrais hidroelétricas a fio d’agua) quanto amparo a projetos de eficiência energética que contribuíssem diretamente para a mitigação, especialmente em edifícios públicos, instalações industriais e iluminação pública.
A cobertura do BEI propusera cobrir até 75% do custo final do investimento nos projetos, os beneficiários, em sua maioria, foram escolhidos como Instituições privadas, o que contribuíra para o desenvolvimento das infraestruturas econômicas do setor. Além disso, alguns programas mesmo classificados como públicos estavam aptos a participar do projeto.
Assim, os diferentes projetos do programa deveriam ser executados até 2023. No entanto, em meio a Pandemia de Covid-19, em 2020, um novo acordo foi firmado: Dessa vez, trazendo uma flexibilidade maior e ampliando os critérios de elegibilidade para o empréstimo. Agora, o BDMG CLIMATE ACTION FL II também estava voltado a PMEs afetados pela crise sanitária do Brasil.
Com o novo acordo, PMes e especialmente microempresas, em todo o Brasil teriam acesso até 30 milhões de euros em financiamento com maior rapidez. Juntamente, com os projetos de energia renovável. Em meio a todo o caos e incerteza que o período pandêmico trouxe, o BEI precisou adaptar e reorganizar seus contratos e parcerias na América latina, e o Brasil não ficou de fora.
Dando prosseguimento a parceria, durante a Conferencia das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas COP26, um financiamento adicional de 20 milhões de euros complementaram o acordo anterior, ainda voltado para as PMEs de Minas Gerais. O BEI garantiu que o foco ainda continuava nos objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ODS), tanto no viés de economia sustentável como na recuperação econômica em bases mais sustentáveis e inclusivas no Estado mineiro.
Os números e resultados dessa parceria não estão explícitos em nenhum dos sites dos bancos parceiros. No entanto, esse e outros fundos de financiamento climático, você acessa gratuitamente em nosso tracker.
O BDMG CLIMATE ACTION FL II é um dos extensos casos de fundos, projetos e empréstimos que precisaram ser reorganizados durante a pandemia, deixando o que era incialmente o plano central, como coadjuvante. Quer saber mais sobre financiamento climático? Fique por dentro da nossa série sobre o Tracking lendo outros blogs .
Referências: