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Tracking Climate Financing #6: Conhecendo o Floresta+ Amazônia (FP100)

Por Juan Carlos Pereira (CFC-GS/UFPA) O Floresta+ Amazônia ou FP100 oi concebido como parte de um programa piloto do GCF (Green Climate Fund) para testar a viabilidade de pagamentos por resultados em REDD+ (Redução de Emissões provenientes de Desmatamento e Degradação Florestal), um mecanismo estabelecido no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC).1 Ao ser aprovado

Tracking Climate Financing #5: Financing Program for Sustainable Energy in Brazil

Por Alcilene Farias (CFC-GS/UFPA) Financiamento de projetos sustentáveis, transição energética e finanças verdes são termos que têm se tornado cada vez mais recorrentes no debate público e acadêmico diante dos desafios ambientais e econômicos globais. No entanto, apesar da crescente centralidade desses conceitos, ainda é pertinente questionar como esses processos se materializam na prática. Para onde são direcionados os recursos

Tracking Climate Financing #4: Expansão da Linha 5 (Lilás) do Metrô de São Paulo e o Financiamento Climático no Transporte Urbano

Por Andressa Lima (CFC-GS/UFPA) A expansão da Linha 5 (Lilás) do Metrô de São Paulo é um projeto de infraestrutura de transporte urbano voltado à ampliação da rede metroviária e à melhoria da mobilidade na Região Metropolitana de São Paulo. A Linha 5 foi inaugurada originalmente em 2002, operando entre Capão Redondo e Largo Treze, ainda desconectada do restante do

Financiamento Climático e a Descarbonização da Economia: Mecanismo do “Race To Zero”.

Por Luan Gloria (CFC-GS/UFPA) Não se pode falar em construir um futuro melhor sem pensar em como reverter as mudanças climáticas que ameaçam as condições ideais de sobrevivência da vida no planeta terra, é exaustivamente citado o fato que as emissões de gases do efeito estufa (GEE) precisam ser reduzidas, para que se possa frear o aquecimento global. No entanto,

Financiamento Climático e Bioeconomia na Amazônia Brasileira

Por Tiago Conceição (CFC-GS/UFPA) A Amazônia brasileira ocupa uma posição estratégica no debate global sobre mudanças climáticas, biodiversidade e desenvolvimento sustentável. Nesse contexto, o financiamento climático tem sido apresentado como um instrumento central para impulsionar a bioeconomia, entendida como um modelo econômico capaz de conciliar conservação ambiental, valorização dos saberes tradicionais e geração de renda a partir da manutenção da

Tracking Climate Financing #3: Solar Development in Brazil

Por Alcilene Farias (CFC-GS/UFPA) Tracking Climate Financing é uma série de posts referentes a projetos que receberam financiamento climático no Brasil, ao menos uma vez.  O objetivo é informar o leitor sobre a natureza de cada projeto, quem os financia, como está o seu andamento, entre outros. Diante disso, o presente texto aborda o projeto Solar Development in Brazil, uma

Tracking Climate Financing #2: Entendendo o Tietê River Cleanup Program, Stage IV (BR-L1492).

Por Yandra Chagas (CFC-GS/UFPA) Dando continuidade à série Tracking Climate Financing, onde apresentamos projetos específicos de financiamento climático presentes em nosso tracker, continuamos com projetos brasileiros de notoriedade, o escolhido para hoje é o Tietê River Cleanup Program Stage IV. O que é o Tietê River Cleanup Program Stage IV? Aprovado em outubro de 2018, o projeto é a fase

Municípios Amazônicos e o Desafio da Política Climática 

Por Sândrya Neves (CFC-GS/UFPA) A região Amazônica é frequentemente citada como uma das áreas mais relevantes da pauta climática global, sendo, em diversos momentos, apresentada como prioridade em compromissos e acordos internacionais. Nesse cenário, é de se esperar que os municípios amazônicos ocupem posição central no enfrentamento da crise climática, uma vez que é no nível local que se concentram

Os Bancos Multilaterais na COP 30 

Por Juan Carlos Pereira (CFC-GS/UFPA) Os Bancos Multilaterais de Desenvolvimento (BMDs) exercem um papel central no financiamento climático, atuando como intermediários estratégicos entre compromissos internacionais e a implementação concreta de políticas climáticas nos países em desenvolvimento. Essas instituições não apenas fornecem recursos financeiros para ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas, mas também contribuem para a redução de riscos,

Financeirização da Infraestrutura e Mercado de Carbono: Complementaridade Público-Privada e Controle Regulatório 

Por Lucas Cunha (CFC-GS/UFPA) A infraestrutura econômica nacional constitui um pilar fundamental para o desenvolvimento e o crescimento dos setores público e privado no Brasil (Garcia, 1996). Contudo, na contemporaneidade, essa discussão não pode prescindir de uma análise integrada às questões ambientais, especialmente diante da emergência climática global e da consolidação do mercado de carbono como instrumento de política ambiental e

O FCO e a Nova Fronteira do Desenvolvimento: Crédito, Clima e Complexidade no Centro-Oeste 

Por Rafael Sousa (CFC-GS/UFPA) O Centro-Oeste brasileiro performa como o motor do agronegócio nacional. No entanto, o sucesso baseado na exportação de commodities esconde um desafio estrutural silencioso: a necessidade de sofisticar nossa economia para sobreviver e liderar em um planeta sob pressão climática. Em nossa análise mais recente sobre as operações do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO), exploramos como o crédito direcionado

COP30: Decisões Sobre Financiamento Climático e o Lançamento do Fundo Florestas Tropicais para Sempre 

Por Andressa Lima (CFC-GS/UFPA) A COP30, realizada em Belém, marcou um momento decisivo para o financiamento climático global ao sinalizar uma transição clara do campo das negociações para o da implementação efetiva do Acordo de Paris. Em um contexto internacional descrito como um dos mais frágeis desde a adoção do acordo, com tensões geopolíticas, disputas comerciais e questionamentos ao multilateralismo,

O Financiamento Climático como Propulsor do Progresso Tecnológico e Econômico. 

Por Luan Gloria (CFC-GS/UFPA) As mudanças climáticas impulsionam o debate crucial sobre como conciliar a manutenção de economias ativamente produtivas e em crescimento constante com a preservação ambiental, delineando uma nova estrutura produtiva global. Sob a ótica da teoria econômica do crescimento, autores como Solow e Romer oferecem visões distintas sobre como o crescimento econômico sustentado pode ser alcançado. Solow

Tracking Climate Financing: Entendendo o Brazil Climate Finance Project (P178888) 

Por Alcilene Farias (CFC-GS/UFPA) O financiamento climático internacional tem se consolidado como um instrumento de grande importância para apoiar países em desenvolvimento na implementação de políticas e projetos voltados à mitigação das mudanças climáticas. Esses recursos, provenientes principalmente de bancos multilaterais de desenvolvimento e de mecanismos de cooperação internacional, buscam complementar os esforços domésticos e ampliar a escala dos investimentos

O Regime Internacional de Mudanças Climáticas

Por Juan Carlos Pereira (CFC-GS/UFPA) A cooperação internacional em matéria climática tornou-se necessária diante do caráter global das mudanças climáticas, cujos efeitos não podem ser enfrentados de forma isolada pelos Estados, já que resultam de escolhas políticas e econômicas interconectadas no sistema internacional (Banco Mundial, 2010). A partir dessa constatação, consolidou-se um regime climático internacional estruturado principalmente pela Convenção-Quadro das

Fundo Verde e a Mitigação dos Impactos das Mudanças Climáticas 

Por Tiago Conceição (CFC-GS/UFPA) O Fundo Verde para o Clima (Green Climate Fund – GCF) configura-se como a maior plataforma internacional de financiamento climático, criada no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) e consolidada como um dos principais instrumentos para a implementação do Acordo de Paris. Sua institucionalização responde à necessidade de assegurar recursos financeiros adequados e

Bancos Multilaterais e sua Importância no Financiamento Climático Global 

Por Yandra França (CFC-GS/UFPA) Por síntese, entende-se como Bancos Multilaterais de Desenvolvimento (BMDs) as instituições financeiras públicas fundadas e mantidas com contribuição dos países membros, que financiam projetos voltados ao desenvolvimento econômico e social dos países clientes. Atualmente, existem cerca de 30 BMDs, tanto de atuação regional quanto mundial (BRASIL, 2023).  Na COP29, realizada em Baku, os BMDs estabeleceram um compromisso financeiro de

Financiamento Climático e a Centralidade dos Instrumentos Institucionais nas Respostas à Crise.

Por Sândrya Neves (CFC-GS/UFPA) O financiamento climático é tema central no debate global à medida que se reconhece que metas climáticas, por si só, não produzem transformações concretas. A efetividade das políticas climáticas depende, em grande medida, da capacidade dos entes públicos, nos níveis federal, estadual e municipal, de estruturar instrumentos institucionais que organizem, priorizem e acompanhem a aplicação dos

Além do Imposto Ambiental: Ronald Coase e a Arquitetura do Mercado de Carbono

Por Lucas Ribeiro (CFC-GS/UFPA) No blog anterior, exploramos como Arthur Pigou inaugurou a compreensão econômica das externalidades ambientais, ao demonstrar que atividades produtivas podem gerar custos sociais não internalizados pelos agentes econômicos. A partir dessa constatação, Pigou defendeu a intervenção estatal por meio de tributos corretivos e incentivos fiscais como forma de restaurar o bem-estar social. Entretanto, ao longo do

Financiamento Climático e Data Centers Sustentáveis no Brasil

Por Luan Gloria (CFC-GS/UFPA) No século XXI, a internet e a conectividade global tornaram-se vitais. Há uma demanda crescente para expandir o uso de tecnologias, superando barreiras. No entanto, essa vasta rede e o grande volume de dados geram impactos ambientais diretos. Embora esses efeitos possam não ser percebidos pelo consumidor final, o “mundo” virtual depende intrinsecamente de recursos do

Financiamento Climático: uma Alternativa Real para Adiar o Fim do Mundo

Por Tiago Conceição (CFC-GS/UFPA) Falar em “fim do mundo” pode soar exagero até parecer um meme, mas a verdade é que os sinais estão por toda parte: ondas de calor extremo, colapso hídrico, enchentes recordes, queimadas que transformam cidades inteiras em fumaça. A ciência não deixa dúvidas: se nada mudar, o planeta continuará avançando para um ponto de não retorno.

Financiamento Climático como Pilar para Fortalecer a Adaptação Climática nas Cidades Brasileiras

Por Sândrya Neves (CFC-GS/UFPA) A urgência climática tem empurrado o mundo para novos cenários em que a economia, o mercado e, especialmente, a agricultura precisam se adaptar a ritmos inéditos de transformação. Nesse contexto, as cidades também se tornam elementos centrais e imediatos de mudança, uma vez que concentram populações e infraestruturas essenciais para garantir condições mínimas de segurança e

Do Petróleo à Floresta: O Paradoxo da Utilização de Recursos Petrolíferos para a Transição Climática Brasileira

Por Yandra França (CFC-GS/UFPA) Já não é novidade a urgência em conseguir transacionar a economia mundial para os moldes de sustentabilidade; além da necessidade célere da diminuição de emissões de gases de efeito estufa (GEE). Nesse parâmetro, o Brasil enfrenta uma transição particular: rural, florestal, urbana e industrial ao mesmo tempo. Assim, é nesse contexto que pela Lei n° 12.144/2009

Mudanças Climáticas e Pobreza: A vulnerabilidade do sul global 

Por Alcilene Farias (CFC-GS/UFPA) A crise climática e a pobreza estão intimamente relacionadas, pois as mudanças no clima tendem a ampliar as desigualdades sociais e econômicas. Em geral, aqueles que menos contribuíram para o problema são os que mais sofrem com seus efeitos. Embora os países desenvolvidos tenham sido historicamente responsáveis pela maior parte das emissões de gases de efeito

A Relevância Teórica de Arthur Pigou para a Formação do Mercado de Carbono

Por Lucas Ribeiro Cunha (CFC-GS/UFPA) A história do pensamento econômico ambiental não pode ser contada sem o nome de Arthur Cecil Pigou, economista e autor de “The Economics of Welfare” (1920), tendo sido o primeiro a sistematizar a ideia de que o Estado deve intervir na economia para corrigir as falhas de mercado, especialmente aquelas que geram externalidades negativas. A

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